Um grupo de 35 argentinos, formado por produtores rurais em sua maioria, técnicos, engenheiros agrônomos e um pesquisador do Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária (INTA) – o equivalente à Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) -, visitou o Campo Experimental do Instituto Mato-grossense do Algodão (IMAmt), em Primavera do Leste (a 210 km de Cuiabá), esta semana.
A comitiva argentina foi recebida pelo pesquisador Fábio Echer, que fez uma apresentação institucional sobre o IMAmt – braço tecnológico da Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (AMPA). Ele mostrou as linhas de pesquisa em que os pesquisadores atuam e seus objetivos, quais as demandas dos associados da AMPA e como o IMAmt tem trabalhado para encontrar soluções por meio da geração de novas cultivares de algodão, com o suporte das áreas de entomologia, fitopatologia, fisiologia, fitotecnia, biologia molecular e tecnologia de sementes.
Em seguida, o grupo visitou uma casa de vegetação focada no estudo de doenças e nematoides, e os laboratórios de nematologia, biologia molecular e entomologia. Segundo o pesquisador, os visitantes ficaram bem impressionados com a estrutura de pesquisa do IMAmt. "Eles se mostraram especialmente entusiasmados com o fato do IMAmt pertencer a uma associação de produtores e elogiaram bastante a AMPA", conta Echer.
Mais sobre o IMAmt – O Instituto Mato-Grossense do Algodão (IMAmt) foi criado em 2007 com o objetivo de atender às demandas dos associados da AMPA, realizando pesquisa, desenvolvimento e difusão de novas tecnologias para os produtores. Alguns desses trabalhos são desenvolvidos em parceria com equipes nacionais e internacionais de modo a incrementar ainda mais o processo.
O Campo Experimental está localizado em Primavera do Leste (210 Km de Cuiabá), onde trabalham os pesquisadores e estão instalados os laboratórios do IMAmt, que mantém uma rede de ensaios nas principais regiões produtoras de algodão de Mato Grosso.
O principal foco do IMAmt, é o Programa de Melhoramento Genético de Algodão, cujo objetivo é desenvolver variedades produtivas, com bom rendimento e qualidade de fibra, e resistentes e/ou tolerantes às principais pragas, doenças e aos nematoides que incidem no algodoeiro.