A colheita do algodão com espaçamento reduzido tem sido um grande desafio para os produtores em relação à qualidade de fibra e muitos têm realizado adaptações em seus equipamentos visando otimizar o processo. Para mostrar uma experiência de sucesso a Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (AMPA), por meio do Instituto Mato-grossense do Algodão (IMAmt), realizou neste sábado (17/8) uma Visita Técnica de Colheita na Fazenda Cortezia, em Lucas do Rio Verde (aproximadamente 350 km ao Norte de Cuiabá),
A visita técnica foi promovida no âmbito do Programa de Qualidade da Fibra do Algodão de Mato Grosso, financiado pelo Instituto Brasileiro do Algodão (IBA). Na oportunidade, os irmãos Clovis e Evandro Cortezia compartilharam com outros agricultores a experiência exitosa que estão tendo na safra atual (2012/13) com a utilização de um kit para colhedoras de fuso em suas lavouras de algodão. As máquinas foram apresentadas em operação de colheita em talhão especialmente reservado para essa finalidade, sendo que amostras de algodão em caroço foram colhidas antes da demonstração, fornecendo os parâmetros necessários para a avaliação da qualidade da fibra após a operação das colhedoras.
O evento foi aberto por Milton Garbugio, presidente da AMPA e do IMAmt, às 8h40m e, em seguida, aconteceu uma apresentação sobre o Programa de Qualidade da Fibra do Algodão de Mato Grosso. Logo depois, o pesquisador do IMAmt, Jean Louis Belot, abordou os principais fatores na colheita que interferem na qualidade da fibra.
A programação incluiu ainda uma apresentação do professor da (Universidade Federal de Mato Grosso), campus Rondonópolis, Renildo Luiz Mion, sobre a metodologia de avaliação da colheita do algodão, abrangendo diferentes estágios de maturação dos talhões tanto de variedades convencionais como transgênicas.
Um técnico da Agro Baggio, de Lucas do Rio Verde, apresentou aspectos importantes das regulagens das colhedoras John Deere, e um representante da Delta Máquinas, de Carazinho (RS) falou sobre o kit que a empresa instalou nas máquinas da fazenda Cortezia.
Após as exposições, todos tiveram a oportunidade de observar as máquinas em operação na colheita, sob a supervisão dos irmãos Clovis e Evandro Cortezia. Ao final das atividades foi servido um “churrasco campeiro”, na própria fazenda do Grupo Cortezia.