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Vazio sanitário do algodoeiro está em vigor

O vazio sanitário do algodão em Mato Grosso começou nesta terça-feira (1). De acordo com o Instituto de Defesa Agropecuária (Indea-MT), até o dia o dia 30 de novembro fica proibido o plantio do algodão nas propriedades rurais do estado. Ao todo, serão 61 dias de restrição.

Neste ano, o início do vazio sanitário foi adiado pelo Indea para atender um pedido da Associação dos Produtores de Algodão (Ampa), devido ao atraso na colheita da pluma. A previsão inicial era que o período de proibição das plantas começasse no dia 15 de setembro. O intervalo de dois meses está de acordo com o que estabelece o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Conforme o Indea, são aproximadamente 480 propriedades rurais que cultivam algodão no estado. Para cumprir com sua obrigação, o órgão deve visitar pelo menos 20% deste total, o que representa 96 fazendas em todo o estado.

O fiscal agropecuário do Indea, Rogaciano Arruda, disse que o órgão deve ultrapassar este limite. “Com o efetivo de aproximadamente 90 agentes em campo, contra cerca de 50 do ano passado, nós pretendemos superar este percentual. Vai ficar mais fácil de seguir a regra”.

Segundo ele, com o vazio é possível quebrar o ciclo do bicudo-do-algodoeiro. “A proibição do algodoeiro serve para quebrar o ciclo de vida do besouro e manter a praga sob controle”. Mato Grosso teve os primeiros casos de bicudo na década de noventa, mas só em 2009, com a proliferação da praga, foi criado um vazio sanitário para a cultura.

O produtor que não eliminar as plantas, bem como as soqueiras do algodão nestes dois meses, poderá ser autuado em 30 Unidades Padrão fiscal (UPFs) do estado de Mato Grosso, mais duas UPFs por hectare não limpo. O valor de cada UFP é de R$ 101,74.