O presidente do Instituto Algodão Social (IAS), Gustavo Viganó Piccoli, participou na manhã desta quarta-feira (27 de novembro) da abertura da 4ª Jornada de Atualização IAS em Desempenho Ambiental e Boas Práticas Agrícolas em Sorriso. Realizada pelo IAS, braço social da Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), nos sete Núcleos Regionais de produção algodoeira no Estado, a 4ª Jornada de Atualização tem como objetivo principal levar informações sobre o novo processo de certificação para a safra 2013/14.
Uma das novidades da Jornada de Atualização deste ano foi a presença nos municípios do interior mato-grossense do micro-ônibus do Programa Fazenda Saudável, cuja finalidade é a realização de exames preventivos – aferição de pressão arterial, medição dos níveis de glicemia, colesterol e triglicérides, e cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC) – nos associados da Ampa e seus colaboradores.
Antes de passar por Sorriso, a equipe do IAS e o ônibus do Programa Fazenda Saudável estiveram em Sapezal, Campo Novo do Parecis, Rondonópolis, Campo Verde, Primavera do Leste e Lucas do Rio Verde. Nesta quinta-feira (28), a Jornada – que antecede a safra 2013/14 de algodão – será encerrada em Cuiabá (no Edifício Famato, a partir das 8h). Este último encontro foi programado para alcançar o público das empresas produtoras de algodão com escritório na capital, mas está aberto a todos os associados da Ampa e seus colaboradores que não puderam participar da Jornada em seus respectivos Núcleos.
A 4ª Jornada de Atualização IAS funciona como um curso preparatório para a certificação da próxima safra algodoeira, em que as fazendas produtoras de algodão serão certificadas pelo programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR) com a opção de receberem a licença de venda Algodão BCI (Better Cotton Initiative).
O ABR enfatiza a questão da responsabilidade social das fazendas certificadas (o cumprimento da legislação trabalhista com a estrita observância das normas de segurança do trabalho), a exemplo do que ocorria com o pioneiro selo Algodão Socialmente Correto, lançado pelo próprio IAS em 2007. Porém, com a unificação dos processos de certificação do programa ABR (lançado pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão-Abrapa no final de 2012) e do sistema BCI, que já é aplicado em algumas fazendas de Mato Grosso e outros estados brasileiros desde a safra 2010/11, os cotonicultores passarão a ser mais exigidos quanto ao Desempenho Ambiental e também à adoção das chamadas Boas Práticas Agrícolas (BPA).
Além de conhecerem as novas regras para o ABR e BCI, cuja adesão é voluntária, os participantes da Jornada de Atualização estão tendo um curso prático de Desempenho Ambiental e BPA, com direito a certificado, a cargo da engenharia agrônoma Marcelma Maciel e da engenheira florestal Marlene Lima.
"Elas estão nos lembrando sobre atividades que já fazemos no dia a dia, mas hoje não basta fazer o que é certo, é preciso documentar e, em geral, não temos a prática de fazer o registro. Para o bom funcionamento da empresa, temos que nos adequar às novas exigências"", comentou Marcelo Caetano, gerente da Fazenda Antares (Sementes Tropical), situada em Dom Aquino – uma das 43 fazendas mato-grossenses que já aderiram ao sistema BCI.
Ao seu lado, Luciano Dalla Nora, gerente da Fazenda Mourão, em Campo Verde (Grupo Caimbé), que participou da Jornada de Atualização em Primavera do Leste também estava satisfeito com as informações transmitidas nos cursos. "É sempre importante participar. A gente faz o que a legislação determina no dia a dia, mas falta documentar melhor", reconheceu Dalla Nora, acrescentando que o aspecto ambiental não era tão enfatizado nos processos de certificação anteriores. Giuseppe Castelli, gerente de produção da Fazenda Leila, que participou da Jornada de Atualização em Campo Verde, concorda: "É importante termos as informações para adequarmos as fazendas às novas exigências do ABR/BCI".
Os cursos da 4ª Jornada de Atualização estão sendo realizados com o apoio do Instituto Mato-grossense do Algodão (IMAmt), dos sindicatos rurais dos municípios produtores de algodão, do Ministério do Trabalho e Emprego (por meio da Superintendência Regional de Trabalho e Emprego) e do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA).