A Unidade Experimental do Instituto Mato-grossense do Algodão (IMAmt), em Primavera do Leste, recebeu nesta terça-feira (14 de janeiro) a visita de um grupo de aproximadamente 40 pessoas ligadas ao Programa de Desenvolvimento de Liderança na Agricultura da Universidade do Estado da Carolina do Norte, nos Estados Unidos (Agricultural Leadership Development Programa of North Carolina State University).
O grupo era integrado em sua maioria por produtores de algodão e grãos, representantes de órgãos ambientais e de serviços de extensão da North Caroline State University, e por um representante da indústria (Monsanto). Todos foram recepcionados pelos pesquisadores do IMAmt Miguel Soria e Fábio Echer, e assistiram a um vídeo institucional da Ampa (Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão)/ IMAmt. Após uma palestra institucional sobre o IMAmt – o braço tecnológico da Ampa -, os norte-americanos percorreram os laboratórios de Entomologia e de Biologia Molecular, onde conheceram a criação de insetos destinados à pesquisa (lagartas-praga, como Helicoverpa armigera e pulgão A. gossypii) e as técnicas moleculares utilizadas no programa de melhoramento do algodão.
Em seguida, o grupo viu as armadilhas de feromônio utilizadas para monitorar lepidópteros em projeto financiado pelo Instituto Brasileiro do Algodão (IBA), fontes de inóculo de doença azul e virose atípica utilizadas em ensaios de caracterização da resistência de variedades de algodoeiro, e ensaios de casa-de-vegetação destinados à seleção de linhagens/variedades de soja e algodoeiro quanto à resistência a doenças e nematoides.
A visita durou cerca de uma hora e meia e, segundo o entomologista Miguel Soria, impressionou bastante os visitantes, que parabenizaram o IMAmt pelas pesquisas realizadas visando à sustentabilidade da cotonicultura e da produção agrícola de Mato Grosso.