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Garbugio assina convênio para pesquisa

O presidente da Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa) e do Instituto Mato-grossense do Algodão (IMAmt),  Milton Garbugio, participou  nesta quinta-feira (20 de março) da solenidade de assinatura de convênio com o Governo de Mato Grosso. O evento fez parte da agenda do Fórum Nacional do Conselho Nacional de Secretários Estaduais para Assuntos de Ciência, Tecnologia e Inovação, que trouxe a Cuiabá os recém-empossados ministros Clélio Campolina, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, e Neri Geller do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

O convênio assinado entre o IMAmt e o Governo de Mato Grosso  prevê o financiamento de bolsas para pesquisadores e de trabalhos de pesquisa e desenvolvimento de culturas oleaginosas, visando oferecer ao produtor opções para uma segunda safra tardia. “A agricultura mato-grossense vem surpreendendo o Brasil e o restante do mundo pelo cultivo de várias safras. Para isso, contou e precisa continuar contando com o apoio da pesquisa”, diz Garbugio.

A segunda safra tardia é o plantio realizado após a primeira quinzena de fevereiro, quando o risco climático é muito elevado para as culturas tradicionais de Mato Grosso como o milho e o algodão. Isso faz com que atualmente muitos agricultores prefiram deixar os campos recém-colhidos sem plantar nada ou plantar culturas apenas de cobertura como o milheto, com pouca expectativa de retorno financeiro.

Segundo o diretor executivo do IMAmt, Alvaro Salles, através do trabalho desenvolvido pelos pesquisadores do Instituto foram identificadas nos últimos cinco anos algumas culturas que podem ser uma opção para a segunda safra tardia, por trazerem resultados econômicos ao produtor, além de diminuírem a incidência de nematoides para as culturas sucessivas. Dessa forma, essas culturas apresentam uma nova possibilidade de estender o plantio nas áreas já cultivadas pelos agricultores, utilizando as máquinas  existentes na propriedade. Além das culturas de mamona, cártamo e gergelim, também a de dendê é contemplada na pesquisa por meio da implantação de unidades de validação por apresentar uma nova alternativa de plantio, principalmente para assentamentos rurais.

A expectativa, informa Salles, é que se possam produzir óleos diferenciados  seja para consumo humano, seja para uso industrial e medicinal, agregando renda aos produtores sem a necessidade de diminuir as áreas das demais culturas ou efetuar o desmatamento de novas áreas.

De acordo com o convênio assinado, o IMAmt aportará R$ 125 mil e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat) participará com o mesmo valor. Isso permitirá que o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnologia  (CNPq) invista mais R$ 500 mil. já que a cada um real investido por Mato Grosso, o governo federal investirá dois reais, permitindo multiplicar os recursos que poderão ser acessados pelas entidades de P&D do Estado para a realização de pesquisas com essas culturas voltadas para a segunda safra tardia.

Além de Alvaro Salles, o diretor executivo da Ampa, Décio Tocantins, também acompanhou a solenidade de assinatura do convênio e a abertura do Fórum.