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Conab estima safra de grãos de 198 milhões t

A produção de grãos no Brasil na safra 2014/2015 está estimada em 198,5 milhões de toneladas, 2,6% ou 4,98 milhões de toneladas a mais do que a última safra, quando foram colhidas 193,5 milhões. Em relação ao levantamento do mês passado, houve uma correção de menos 0,8%. Os números são do 6º levantamento divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta terça-feira (10 de março).

A área destinada ao plantio de grãos deve ser praticamente a mesma que a da última safra, chegando a 57,03 milhões de hectares. Dentre os principais produtos, a soja apresenta também evolução, com um crescimento de 3,9%, passando de 30,17 para 31,33 milhões de hectares.  A área destinada ao algodão, entretanto, deve diminuir, ficando em 976,1 mil hectares – 13% inferior à da safra 2013/2014. O motivo é a redução do consumo e dos preços praticados e o excesso dos estoques interno e externo, segundo a Conab.

Maior produtor de algodão do País, Mato Grosso deve sofrer uma redução absoluta na área do algodão de aproximadamente 80,4 mil hectares, que deixarão de ser plantados nesta safra, sendo que a redução equivale a 12,5% da área total de Mato Grosso na safra passado. A área de cultivo no estado na safra corrente é estimada pela Conab em 562,7 mil ha.

A Conab estima que a produção mato-grossense de algodão em pluma será de aproximadamente de 861 mil toneladas – uma redução de 14,4% em comparação com a da safra 2013/14, considerando uma produtividade média de 1.531 kg/ha.   A produção nacional do algodão em pluma deverá atingir 1,5 milhão de toneladas, representando uma diminuição de 12,8% quando comparada com a produção do ano anterior, que totalizou 1,7 milhões de toneladas.

A soja é o destaque das pesquisas, com a colheita em pleno andamento. Mesmo enfrentando problemas climáticos em janeiro, que influenciaram a expectativa de produtividade no Sudeste, parte do Centro-Oeste e na região do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), a produção ainda é superior à safra passada. O incremento deverá ser de 8,3% ou o equivalente  a 7,14 milhões de toneladas, levando  a uma produção de 93,26 milhões de toneladas. O milho de primeira safra teve uma redução de 6,1%, o que representa 1,93 milhão de toneladas a menos que a safra anterior, de 31,65 milhões de toneladas. O levantamento também faz estimativas para as culturas de segunda safra, com uma expectativa de redução de 2,2% na área de milho, passando de 9,21 para 9,01 milhões de hectares.

A pesquisa foi realizada entre os dias 22 e 28 de fevereiro, quando foram levantadas informações de área plantada, produção estimada, produtividade média estimada, evolução do desenvolvimento das culturas, pacote tecnológico utilizado pelos produtores, além de evolução da colheita e outras variáveis. O trabalho tem parceria da Conab com agrônomos, técnicos do IBGE, de cooperativas, secretarias de agricultura, órgãos de assistência técnica e extensão rural (oficiais e privados), agentes financeiros e revendedores de insumos, que subsidiam os técnicos da estatal com informações pertinentes aos levantamentos.