O trabalho de levantamento de plantas daninhas resistentes a herbicidas em áreas algodoeiras de Mato Grosso garantiu o Certificado de Honra ao Mérito do 10º Congresso Brasileiro do Algodão (CBA) aos pesquisadores Edson Ricardo de Andrade Junior, do Instituto Mato-grossense do Algodão (IMAmt), Anderson Cavenaghi, do Centro Universitário de Várzea Grande (Univag) e Sebastião Carneiro Guimarães, da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).
Segundo Andrade Junior, que recebeu a premiação em nome dos parceiros do projeto, o trabalho foi premiado como um dos três melhores do congresso entre 235 inscritos. O levantamento, que vem sendo realizado desde a safra 2012/13 pelo IMAmt e duas instituições parceiras (com apoio financeiro do Instituto Brasileiro do Algodão – IBA), foi responsável pela identificação da planta daninha Amaranthus palmeri – a principal planta daninha dos algodoais nos Estados Unidos – em áreas cultivadas com rotação de culturas de algodão, soja e milho em Mato Grosso. O fato gerou o primeiro relato da ocorrência da espécie no Brasil, servindo de alerta para agricultores e pesquisadores.
O mesmo levantamento também gerou o primeiro relato oficial no mundo da ocorrência de mentrasto resistente a herbicidas inibidores da ALS, que foi comunicado à International Survey of Herbicide Resistant Weeds – site mantido graças ao esforço colaborativo de especialistas em plantas daninhas de mais de 80 países – e ao HRAC (um comitê internacional sobre resistência a herbicidas) no início deste ano. Esse relato foi responsável pela inclusão do mentrasto (Ageratum conyzoides) na lista de plantas daninhas resistentes a herbicidas do grupo de inibidores da ALS da International Survey of Herbicide Resistant Weeds.