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Programa de Erradicação de A. palmeri em MT

O Instituto Mato-grossense do Algodão (IMAmt) participou da reunião de avaliação do programa de Erradicação de Amaranthus palmeri em Mato Grosso, realizada em Lucas do Rio Verde (300 km ao note de Cuiabá), na semana passada. A reunião contou com a participação de fiscais da Superintendência Federal de Agricultura do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e do Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea-MT), e de pesquisadores de várias unidades da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Soja, Milho e Sorgo, Algodão e Agrossilvipastoril) e do Centro Universitário de Várzea Grande (Univag).

Foram avaliadas as ações realizadas até o momento para erradicação de A. palmeri de Mato Grosso e discutidas estratégias de ação futura. Entre as ações desenvolvidas destacam-se o levantamento de delimitação da planta daninha, a rápida publicação de norma estadual estabelecendo as medidas de controle, a destruição de plantas de A. palmeri durante a safra de algodão e o levantamento realizado pelo Indea-MT em mais de 1000 propriedades mato-grossenses. Os participantes da reunião discutiram ainda o trabalho de erradicação de A. palmeri na safra de soja que está se iniciando e estratégias de longo prazo para eliminação definitiva da praga do Brasil, bem como aspectos normativos que podem ser aprimorados.

Segundo o pesquisador da Embrapa Soja, Dionísio Gazziero, o trabalho que está sendo realizado visando à erradicação dessa planta daninha é uma “boa notícia” para a agricultura brasileira. Considerada a principal planta daninha dos algodoais nos Estados Unidos.  A. palmeri foi identificada no Brasil pela primeira vez, em áreas normalmente cultivadas com rotação das culturas de algodão, soja e milho em Mato Grosso (em três propriedades do Núcleo Regional Norte), graças a um projeto que investiga a ocorrência de plantas daninhas resistentes, realizado pelo pesquisador Edson de Andrade Junior, do IMAmt, em parceria com Anderson Cavenaghi (do Centro Universitário de Várzea Grande – Univag) e Sebastião Guimarães (da Universidade Federal de Mato Grosso – UFMT).