O 5º levantamento da safra de grãos 2015/2016, divulgado nesta quinta-feira (4 de fevereiro) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), não traz alterações significativas em relação ao levantamento anterior. A nova estimativa é que a produção brasileira alcance 210,3 milhões de toneladas, o que equivale a 1,3% ou 2,6 milhões t a mais em relação à safra anterior, de 207,7 milhões t. O 4º levantamento estimava uma produção de 210,5 milhões t.
Em relação ao algodão, o 5º levantamento praticamente confirma o quadro apresentado em janeiro passado. A produção nacional é estimada em 1.508,4 mil t (considerando uma produtividade de 1.573 kg/ha): uma queda de 3,5% em relação à safra 2014/15. Essa retração é atribuída à redução na área de plantio em termos nacionais: de 1,7%, "reflexo da opção pelo plantio de soja na Bahia, segundo maior produtor de algodão do país", segundo o levantamento da Conab.
Por outro lado, segundo a Conab, Mato Grosso, que se mantém como líder na produção de algodão, deverá aumentar ligeiramente a área de plantio: de 562,7 mil ha na safra 2014/15 para 586,9 mil ha na safra que ainda está sendo plantada (+4,3%, estima a Conab). Com isso, a produção mato-grossense é estimada em 925,7 mil t (considerando uma produtividade de 1,577 kg/ha): um aumento de 0,4% em relação à última safra.
Diante do cenário apresentado, a Conab projeta a seguinte configuração para 2016: oferta total do produto (estoque inicial + produção + importação) de 1.862,4 mil t, enquanto que a demanda total (consumo interno + exportação) deverá ser de 1.540 mil t. "Portanto, a previsão de estoque de passagem para o encerramento de 2016 passa a ser menor, em torno de 322,4 mil toneladas de pluma, quantidade suficiente para suprir e para abastecer a indústria nacional, bem como também, honrar compromissos de exportação pelo curto período de aproximadamente dois meses", afirma a Conab em seu 5º Levantamento de Safra.
Soja e milho – A produção de soja permanece como o principal destaque e deverá atingir 100,9 milhões de toneladas, ou seja, 4,7 milhões a mais do que na safra anterior. Os ganhos de área e produtividade da cultura representam um aumento de 4,9% na produção total do país. A recuperação da produtividade de feijão reflete em aumento de 279 mil toneladas, apesar da queda na área plantada do país, chegando ao total de 3,4 milhões de toneladas na safra atual.
A área plantada de grãos em todo o país deve alcançar 58,5 milhões de hectares. Isso representa um aumento de 593,5 mil hectares frente à safra passada, que chegou a 57,9 milhões de hectares. A cultura da soja, responsável por mais de 56% da área cultivada do país, permanece como principal responsável pelo aumento de área. A estimativa é de crescimento de 3,6% (1,1 milhão de hectares) na área cultivada com a oleaginosa.
Para o milho primeira safra, a exemplo do que ocorreu na safra passada, a expectativa é que haja redução de 6,8% na área (418,9 mil hectares), a ser coberta com soja. Para o milho segunda safra, a expectativa é de leve aumento de área, enquanto o feijão primeira safra apresenta redução de 2,7% (28,3 mil hectares). As culturas de primeira safra tiveram o plantio estendido até meados de janeiro em algumas regiões.