Pular para o conteúdo

Treinamento é encerrado em Sapezal

Cerca de 650 pessoas participaram dos Treinamentos de Monitores de Pragas do Algodoeiro – safra 2015/16, assistindo a apresentações dos pesquisadores do Instituto Mato-grossense do Algodão (IMAmt), Rafael Galbieri, Edson Ricardo de Andrade Junior, Eduardo Barros e Jacob Crosariol Netto. A rodada de treinamentos foi encerrada nesta sexta-feira (26 de fevereiro) em Sapezal, no Noroeste mato-grossense.

Há 10 anos, esse tipo de treinamento vem sendo realizado, visando à atualização de conhecimentos de um profissional considerado fundamental no dia a dia das lavouras de algodão: o monitor técnico de campo. No início, o treinamento era focado apenas em insetos-praga, mas, aos poucos, segundo o pesquisador Rafael Galbieri, fitopatologista do Instituto Mato-grossense do Algodão (IMAmt), a proposta foi se ampliando e incorporando outros aspectos ligados à fitossanidade do algodoeiro, com o objetivo de promover a reciclagem dos monitores de campo e contribuir para a sustentabilidade do sistema produtivo hoje adotado no Cerrado mato-grossense, com o plantio do algodão após a soja na maior parte da área cultivada.

Os palestrantes passaram a abordar doenças, nematoides e plantas daninhas, entre outros temas, sempre com a preocupação de tratar de novas questões que surgem no dia a dia das fazendas dos associados da Ampa (Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão). O público do treinamento, realizado com apoio financeiro do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA), também foi ampliado, passando a incluir estudantes, gerentes de fazendas e outros profissionais ligados à produção algodoeira.

A primeira etapa do Treinamento de Monitores de Pragas do Algodoeiro da safra 2015/16 foi realizada no dia 17 passado, no Centro de Treinamento e Difusão Tecnológica do Núcleo Regional Sul, a cerca de 12 km da cidade de Rondonópolis. Em seguida, as palestras aconteceram no Núcleo Regional Centro Leste, em Primavera do Leste; no Núcleo Regional Centro, em Campo Verde; no Núcleo Regional Norte, em Sorriso; e no Núcleo Regional Médio Norte, em Campo Novo do Parecis, sempre sob a coordenação dos assessores técnicos regionais (ATRs), que são responsáveis por fazerem a ligação entre produtores e seus colaboradores e o IMAmt.

No treinamento deste ano, o fitopatologista Galbieri apresentou ferramentas para manejo de nematoides em áreas infestadas e enfatizou o que pode ser feito para controle efetivo da mancha de Corynespora, doença também conhecida como mancha-alvo e que é um problema típico do sistema soja-algodão, em que os agricultores se dedicam ao plantio sucessivo das duas culturas, como primeira e segunda safra.

O pesquisador Edson R. de Andrade Junior fez uma apresentação cujo foco principal foram as principais plantas daninhas presentes nas áreas de cultivo do algodoeiro, ressaltando a importância da sua identificação correta e do monitoramento constante, principalmente das espécies resistentes a herbicidas. Andrade Junior também abordou a importância de se fazer uma destruição de soqueira eficiente ao final da safra de algodão para reduzir a pressão de pragas e patógenos na safra subsequente.

Os entomologistas Eduardo Barros e Jacob Crosariol Netto falaram sobre identificação e monitoramento dos principais insetos-praga presentes nas lavouras, entre sugadores e mastigadores, como lagartas, trips, pulgões, percevejos, mosca-branca e bicudo, considerado a maior praga do algodoeiro. O pesquisador Eduardo Barros detalhou o projeto “Controle Efetivo do Bicudo”, sob sua coordenação.