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IAS recebe homenagem no Clube da Fibra

Os 10 anos do Instituto Algodão Social (IAS) foram comemorados no 21º Clube da Fibra, que reuniu em Recife (PE), entre os dias 18 e 20 de maio, mais de 350 pessoas entre produtores de vários estados brasileiros, representantes da sociedade civil e do governo, e especialistas do setor algodoeiro. O presidente da Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa) e do IAS, Gustavo Piccoli, recebeu do presidente da FMC América Latina, Antonio Carlos Zem, uma placa comemorativa do 10º aniversário do instituto, que é pioneiro na certificação da pluma.

 "Para nós, produtores de Mato Grosso, é motivo de orgulho receber essa distinção da FMC, uma empresa que apoiou o IAS desde o início.  Em 2006, um ano após a fundação do IAS pelos associados da Ampa, foi criado o primeiro selo de Conformidade Social, com apoio financeiro da FMC", afirmou Piccoli, em seu discurso de agradecimento durante a solenidade em homenagem ao IAS. A criação desse primeiro selo foi feita em parceria com Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil) e Anea (Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), e com os serviços de consultoria da empresa Vetor C, contratada com suporte financeiro da FMC.

Na oportunidade, ele destacou outras ações realizadas pelo instituto, como a criação do selo Algodão Socialmente Correto, em parceria com a ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), que serviu de modelo para o programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR), lançado pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) na safra 2012/13. Hoje, boa parte do algodão de Mato Grosso – maior produtor de pluma do país – recebe a certificação ABR e o licenciamento do sistema BCI (Better Cotton Initiative), graças a um processo de benchmarking que começou a vigorar na safra 2013/14.

"Além do trabalho contínuo de orientação dos produtores mato-grossenses quanto ao cumprimento das leis trabalhistas e de segurança do trabalho, e da legislação ambiental, o IAS criou o programa Semeando o Bem com o objetivo de incentivar os associados da Ampa a elevarem o nível de comprometimento com a realização de ações sociais e ambientais em suas fazendas e unidades de beneficiamento, e o programa Fazenda Saudável, que leva saúde – exames preventivos e orientação – a quem mora fora das cidades", informou Piccoli. Outra iniciativa recente foi a criação do prêmio Semeando o Bem, que destaca as melhores ações dos produtores em prol do bem-estar de seus colaboradores, familiares e comunidades do entorno das fazendas. A terceira edição do prêmio está acontecendo este ano.

 "Em 10 anos, o IAS fez muito pela imagem do produtor de algodão e nossa expectativa é inovar cada vez mais, provando ao mundo que é possível produzir algodão com responsabilidade social", acrescentou Piccoli.  Entre as metas para o próximo ano está estender o processo de certificação para toda cadeia do algodão brasileiro. "O projeto já está em construção e visa certificar todas as etapas da produção e industrialização do algodão desde a fazenda e o beneficiamento, passando pela indústria da fiação, tecelagem, malharia e confecção. O objetivo é que o selo do algodão sustentável seja reconhecido por compradores e consumidores", informa o diretor executivo do IAS, Félix Balaniuc.          

Para o presidente da FMC Corporation América Latina, Antônio Carlos Zem, o encontro de renomados especialistas e produtores do setor no 21º Clube da Fibra favorece o diálogo e a percepção das principais demandas do campo. "Temos o orgulho de comemorar os 10 anos do Instituto Algodão Social, que contribui com o desenvolvimento sustentável das lavouras de algodão. Nosso compromisso é auxiliar o crescimento exponencial e sustentável do agronegócio brasileiro, independente do seu cenário”, ressaltou. Segundo Zem, o Clube da Fibra é "uma referência como fórum de debate para o setor e incentivou a criação da Abrapa, consolidando assim o desenvolvimento de um espaço de debate de alto nível e uma representação moderna e ativa em busca de oportunidades para o agronegócio brasileiro".

Laços fortes –  A abertura do 21º Clube da Fibra, cujo tema foi "Laços Fortes que unem passado, presente e futuro", contou uma palestra do diretor geral Brasil da FMC, Ronaldo Pereira, que destacou que a liquidez vai ser o grande desafio do produtor de algodão na temporada 2016/17. Para ele, uma das saídas encontradas é apostar no programa de barter, ou troca de insumos pela pluma. “Por meio dessa operação, o produtor aumenta a liquidez sem comprometer seus ativos. Nessa temporada, pretendemos dobrar as operações de barter na FMC”, afirmou.

O painel da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão teve a liderança do presidente da Abrapa, João Carlos Jacobsen Rodrigues, e do coordenador do Departamento de Comercialização e Abastecimento (SPA – Mapa), Sávio Pereira. O presidente defendeu maior interação entre as entidades representativas da agropecuária e do setor bancário, pois dessa forma será possível tornar mais clara a relação entre o produtor rural e o sistema financeiro, o que teria reflexos positivos na negociação dos financiamentos para a atividade produtiva.  Esse painel contou com a participação do presidente da Ampa, Gustavo Piccoli, e de outras lideranças das estaduais.

O segundo painel sobre o cenário político e econômico contou com um vídeo enviado pelo ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi (PR), e as presenças do deputado federal Marcos Montes (PSD), do diretor executivo do Instituto Pensar Agro, João Henrique Hummel Vieira, e do economista Alexandre Schwartsman. O moderador desse painel foi o ex-ministro Roberto Rodrigues, que é coordenador do Centro de Agronegócio (FGV-EESP). O ministro Blairo Maggi garantiu que o Mapa será muito atuante no aspecto da sustentabilidade e rentabilidade do produtor.

O terceiro painel do evento teve como tema a gestão de risco e contou com os seguintes debatedores: Antônio Carlos Ortiz, diretor Produtores Rurais Itaú BBA, Ricardo Propheta da BRZ Investimentos, e Guilherme Scheffer, presidente do Núcleo Regional Noroeste da Ampa.

A sessão Alerta Bicudo enfatizou a ação para o manejo e combate ao bicudo-do-algodoeiro, praga que está há 30 anos no Brasil e, com o ritmo acelerado da produção das lavouras no país, tem se adaptado ao clima e se tornado ainda mais perigosa para as próximas safras.  A sessão Domínio Percevejo mostrou como a FMC desenvolveu um manejo que está intimamente ligado ao momento da praga, à situação da cultura da soja como negócio e aos desejos do produtor rural de proteger o seu investimento e ter uma atividade segura para si e para o meio ambiente.