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Mancha de ramulária é tema de publicação

"Eficiência de fungicidas no controle da mancha de ramulária em algodoeiro na safra 2015/16 em Mato Grosso" é o tema da Circular Técnica nº 26/2016, lançada pelo Instituto Mato-grossense do Algodão (IMAmt). Elaborada pelos pesquisadores Edson R. de Andrade Junior e Rafael Galbieri, a publicação traz resultados de experimentos conduzidos em três áreas (Campo Verde, Primavera do Leste e Sorriso) com o objetivo de avaliar a eficiência, em condições de campo, dos principais fungicidas comerciais utilizados para o controle da mais importante doença do algodoeiro.

A ramulária é causada pelo fungo Ramularia areola, que é disseminado através do vento, respingos de chuva e trânsito de máquinas, entre outros.  Segundo os pesquisadores, "R. aréola sobrevive sobre lesões em restos culturais e os esporos produzidos nessas condições constituem o inóculo primário". Por isso, alertam, "a destruição de soqueira é uma prática extremamente importante para a quebra do ciclo da doença".

Andrade Junior e Galbieri descrevem os sintomas da doença, alertando que os primeiros surgem normalmente com o início da fase reprodutiva da planta. "O monitoramento constante da lavoura é de extrema importância, uma vez as primeiras lesões são de difícil identificação antes de ocorrer esporulação", afirmam os pesquisadores. A principal forma de controle ocorre por meio da aplicação de fungicidas dos grupos triazóis, benzimidazóis, organoestânicos, estrobilurinas e carboxamidas, aplicados isoladamente e em misturas. "O uso de fungicidas de maneira alternada com diferentes princípios ativos e mecanismos de ação é fundamental no manejo da ramulária, pois é uma estratégia eficaz para se evitar o aumento da frequência de isolados resistentes dentro da população de R. areola", explicam.

Os resultados dos experimentos conduzidos são apresentados em quatro tabelas onde são informados dados como a produtividade de algodão em caroço (@/ha) e ganho comparado à testemunha, submetido ao tratamento com 23 fungicidas diferentes. "De modo geral, os tratamentos com menor severidade de doença proporcionaram produtividades superiores, demonstrando que a eficiência de controle do produto reflete diretamente na produtividade da cultura".

O conteúdo completo da Circular Técnica no º 26, publicada com apoio financeiro do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA), pode ser conferido aqui ou nos sites da Ampa e do IMAmt.