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Doutor em Agronomia testa tecnologia em MT

Mato Grosso recebeu a visita do engenheiro agrônomo Marcos Vilela Monteiro, que trabalha com controle avançado das pragas da agricultura. Ele visitou  na semana passada fazendas nas regiões de Campo Verde, Primavera do Leste e Rondonópolis (na Serra da Petrovina) graças a uma parceria com o Instituto Mato-grossense do Algodão (IMAmt), cujo objetivo é tornar mais eficiente o controle de pragas do algodoeiro, entre elas, o bicudo.

O alagoano Marcos Vilela sempre trabalhou no desenvolvimento de tecnologias para aumentar a produtividade das lavouras de grãos e fibras, e reduzir a carga de produtos agroquímicos utilizados, com benefícios para o meio ambiente e também para o bolso dos produtores.  "Tenho dedicado toda minha carreira à busca de sistemas de aplicações mais seguros, mais eficientes e com menor impacto ambiental", comentou o agrônomo de 79 anos, que é doutor em Agronomia pela Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz" da Universidade de São Paulo (Esalq/USP) e diretor do Centro Brasileiro de Bioaeronáutica, em Sorocaba (SP).

Na sua opinião, a agricultura brasileira encontra-se numa encruzilhada, enfrentando de um lado custos de produção cada vez mais altos e, de outro, pragas cada vez mais numerosas e resistentes. "Temos que mudar nossa forma de encarar a defesa vegetal", defende.

Durante sua estadia em Mato Grosso, Marcos Vilela acompanhou, por exemplo, os testes na Fazenda Santa Rosa, da família Schenkel, na região de Campo Verde (a 120 km de Cuiabá), com um equipamento novo, desenvolvido por ele para tornar mais eficiente a aplicação de defensivos visando o controle do bicudo. Em dezembro passado, cinco equipamentos desses foram cedidos pela empresa FMC para serem testados por produtores de algodão em Mato Grosso.

"Vim para calibrar o equipamento e iniciar as aplicações em Ultra Baixos Volumes", informou Vilela, numa referência à redução no volume do produto agroquímico usado no combate à praga por conta da tecnologia empregada.  Ele ressalta que o defensivo utilizado é de baixa toxicidade.  A nova tecnologia, que será testada em parceria com o IMAmt em outros núcleos regionais, permite que a aplicação seja feita por um equipamento instalado num pulverizador que realiza outra aplicação simultaneamente, aumentando o rendimento da operação.

Mas, se depender da determinação de Vilela, a parceria com o IMAmt poderá render outros frutos com base nos resultados das pesquisas realizadas pelo Centro Brasileiro de Bioaeronáutica, que desenvolve trabalhos voltados para melhorar o monitoramento de pragas (com a adoção de radares entomológicos) e para tornar mais eficazes as tecnologias de aplicação de defensivos agrícolas, inclusive com a utilização de Veículos Aéreos Não Tripulados (os VANTs, também conhecidos como drones).