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Destruição química de soqueira

É consenso entre a maioria de produtores, técnicos e pesquisadores que fazer uma destruição de soqueira eficiente é fundamental para o sucesso da produção algodoeira, já que a eliminação dos restos culturais do algodoeiro após a colheita é recomendada como medida profilática para reduzir a população de pragas e doenças que se desenvolvem nas plantas rebrotadas. Mas como garantir essa eficiência quando há variedades de algodoeiro resistentes ao glifosato?

Esse é o tema da Circular Técnica nº 29, publicada pelo Instituto Mato-Grossense do Algodão e assinada pelo pesquisador do IMAmt Edson R. de Andrade Junior (IMAmt), e pelos professores Anderson Luís Cavenaghi (do Univag – Centro Universitário) e Sebastião Carneiro Guimarães (da Universidade Federal de Mato Grosso – UFMT).  

Segundo os autores, em Mato Grosso cerca de 70% da soqueira do algodoeiro é destruída de forma química devido à agilidade do processo e a não necessidade de revolver o solo. Os principais ingredientes ativos utilizados na destruição de soqueira de variedades de algodoeiros convencionais são o 2,4-D e o glifosato, sendo eles isolados ou associados, em aplicação única ou sequencial. Contudo, com o surgimento das variedades de algodão resistentes a glifosato, o mesmo perdeu efeito na destruição de soqueiras dessas variedades, o que torna necessária a aplicação de 2,4D associada a outros herbicidas. O foco da Circular Técnica nº 29 é justamente apresentar os resultados de cinco experimentos realizados ao final da safra 2015/16 em que a variedade utilizada foi a IMA 5675B2RF, resistente ao glifosato.

A publicação também traz a posição do IMAmt sobre a destruição química de soqueira (para variedades resistentes ao glifosato e para variedades convencionais), com base em resultados de ensaios conduzidos desde 2009 e do acompanhamento de áreas de produtores. Os autores da CT lembram que a destruição de soqueira é obrigatória por lei no período que antecede o vazio sanitário do algodoeiro e que a não obediência à medida pode resultar em penalidades para os produtores de algodão.

A Circular Técnica nº 29 está disponível aqui e também pode ser encontrada nos sites da Ampa e do IMAmt.