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Abrapa divulga unidades produtivas ABR/BCI

A safra 2014/15 de algodão chegou ao fim com o total de 239 unidades produtivas certificadas no programa ABR – Algodão Brasileiro Responsável, e com 209 licenciadas no BCI – Better Cotton Initiative. A relação completa das fazendas, por estado, já está no portal da Abrapa e, em breve, será possível gerar um PDF das listas para serem impressas.

Do total de unidades produtivas contempladas com a certificação ABR, 164 são de Mato Grosso e, do total de propriedades licenciadas BCI, 145 estão instaladas no estado responsável por aproximadamente 57% da produção brasileira de pluma.

Com relação à safra 2013/14, houve uma pequena queda no número de unidades produtivas certificadas ABR (foram 255 no ano passado), mas manteve-se o mesmo de licenciadas BCI. De acordo com o gestor da área de Sustentabilidade da Abrapa, Denilson Galbero, o resultado é excelente, apesar de ter sido um pouco menor o número de certificadas ABR, o que ocorreu devido à retração na área plantada, próxima de 13%, expectativa um pouco pessimista de preços da commodity praticados pelo mercado e ao aumento dos custos de produção, fato que levou algumas fazendas, que ainda estavam em estágio de investir na adequação de suas infraestruturas, a adiarem seus planos.

A grande novidade nesta edição foi a adesão, pela primeira vez, de seis unidades produtivas do Piauí, através da Associação Piauiense dos Produtores de Algodão (Apipa). Todas conseguiram a certificação ABR e a licença BCI. Para a safra 2015/16, a Abrapa espera contar com a participação de fazendas filiadas a mais nova entidade estadual, a Associação dos Produtores de Algodão de Tocantins (Apratins).

Implantado pela Abrapa e executado pela equipe técnica das associações estaduais a partir da safra 2012/13, o ABR, que é resultado da união do programa criado pelo Instituto do Algodão Social (IAS) e do Programa Socioambiental da Produção do Algodão (Psoal), é um processo de certificação de produção de algodão sustentável brasileiro. Tem caráter educativo e inclusivo, além de ser amplamente baseado na CLT,  NR 31 e no Código Florestal brasileiro.

A adesão e a consequente certificação ABR promovem aos produtores, colaboradores e suas unidades produtivas, maior segurança legal, prevenção de acidentes, bem-estar social, além de propiciar maiores cuidados à exploração racional dos recursos naturais associada às boas práticas agronômicas. Já o licenciamento BCI, que é livre e opcional para as fazendas participantes do programa ABR, passou a ser aplicado na safra 2010/2011 como protocolo paralelo à certificação brasileira.

Com o acordo de benchmarking firmado entre a Abrapa e o Better Cotton Initiative, a partir da safra 2013/14, um único protocolo de certificação ABR passou a ser executado, dando a oportunidade de o produtor poder também optar, simultaneamente, pelo licenciamento BCI.

Para acessar a lista, acesse o seguinte link: http://www.abrapa.com.br/Paginas/up_certificados.aspx