A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) promoveu mais uma edição da Sala de Negociações de Liverpool, durante o encontro anual da International Cotton Association (ICA), na Inglaterra, na quinta-feira passada (24 de outubro). O grupo da Abrapa, liderado pelo presidente Gilson Pinesso, recebeu os principais compradores do algodão brasileiro para conversar sobre os pontos positivos e negativos da última safra. “Este é o momento que temos para apresentar nossa realidade, ouvir sugestões e programar o trabalho para que a nova safra atenda às demandas desses compradores. O produtor brasileiro está sempre muito atento ao que o mercado pede e trabalha para atender a esses pedidos”, diz Pinesso.
A Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (AMPA) esteve representada no evento por seu vice-presidente Gustavo Viganó Piccoli e pelo produtor João Luiz Ribas Pessa, integrante do Conselho Consultivo da entidade. Rodinei Frangiotti também viajou a Liverpool como delegado da Abrapa.
Durante o dia 24 a Abrapa recebeu 14 empresas que compram e comercializam a pluma brasileira com os principais mercados mundiais, entre eles, China, Coreia do Sul, Tailândia e Indonésia. Para cada uma, Pinesso apresentou os números da safra brasileira, pontos fortes e dificuldades. O tema principal nos debates girou em torno da qualidade da fibra. “O desempenho em micronaire nesta safra foi superior ao da passada e o trabalho da Abrapa em melhorar seus laboratórios vem dando certo. Temos ainda a implantação do Laboratório Central de Referência (LCR) que vai certificar os demais e fazer a rechecagem das amostras, dando mais transparência e confiança nos resultados”, afirma o presidente da Abrapa.
Outro ponto muito debatido durante os encontros foi a sustentabilidade. O Brasil é participante da Better Cotton Initiative (BCI) e tem, também, o programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR), que, em breve, serão um único protocolo para o produtor brasileiro. “Todos os traders têm clientes interessados em comprar algodão certificado. O Brasil já saiu na frente e mostra sua posição de vanguarda com a BCI e o ABR”, diz Pinesso.