O presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Gilson Pinesso, visitou as instalações do Laboratório de Bremen, responsável pela rechecagem das amostras dos laboratórios participantes do programa de qualidade do algodão do International Cotton Advisory Committee (Icac). “Estamos construindo uma unidade em Brasília, dentro do programa de Qualidade da Abrapa, para fazer este mesmo trabalho com os laboratórios do Brasil. Vir aqui conhecer a excelência do trabalho de Bremen é muito importante”, diz Pinesso.
A visita foi guiada por Axel Drieling, gerente do laboratório. Além do presidente da Abrapa, estavam presentes o consultor Andrew Macdonald; o conselheiro João Luiz Pessa e o coordenador do Grupo de Qualidade da Abrapa, Rodinei Frangiotti, (de Mato Grosso); o presidente da Agopa, Luiz Renato Zapparoli, e o vice-presidente da Abapa, Luiz Carlos Bergamaschi.
A comitiva pode ver como é realizado o trabalho do laboratório alemão e tirar dúvidas sobre formas de funcionamento e procedimentos adotados. Uma das principais preocupações da Abrapa com o Laboratório Central de Referência (LCR) a ser implantado em Brasília é com a transparência nos resultados. De acordo com Drieling, é preciso que o LCR esteja conectado, via rede, com os demais laboratórios do país, pois isto permite que as amostras enviadas para ele sejam escolhidas por um sistema aleatório que indica qual amostra deve ser separada e enviada. Com o sistema on-line o laboratório de rechecagem também já sabe a avaliação inicial da mostra, o que agiliza o processo de comparação.
“Este é o ponto principal para termos uma total confiança e transparência nos processos de rechecagem”, afirma Gilson Pinesso. Segundo o presidente, o LCR brasileiro será modelo para os demais e vai trabalhar com nível máximo de excelência.
Conferência – Um dos poucos países a ter representantes dos produtores de fibra, o Brasil foi representado pela comitiva da Abrapa que participou de todos os debates promovidos durante a 32ª edição da Conferência de Bremen. “Estar aqui mostra que o produtor brasileiro não está preocupado apenas em vender algodão, mas também em melhorar a qualidade do que produz para atender bem seus compradores”, explica o presidente da Abrapa.
A Abrapa participou dos painéis: Bolsa do Algodão de Bremen, ICCTM, CSITC, PSAP, SEEP, IFCP. No ICCTM foram apresentadas teses científicas sobre a avaliação técnica do algodão e propostas de melhoria nos procedimentos. No CSITC, a Abrapa apresentou, com dados colhidos pela Unicotton, um trabalhado comparando a classificação visual com a feita por instrumentos. Na SEEP e IFCP, os delegados acompanharam os trabalhos dos comitês, com destaque para a defesa do meio ambiente e a promoção da venda do algodão, respectivamente.