Duas das mais importantes entidades do setor produtivo inauguram sede própria nesta sexta-feira (22 de agosto), às 19h: a Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa) e Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado de Mato Grosso (Aprosoja-MT). O prédio terá o nome de Cloves Vettorato como uma homenagem à sua contribuição para o desenvolvimento de Mato Grosso.
O Instituto Mato-grossense do Algodão (IMAmt) e o Instituto Algodão Social (IAS) também estarão instalados no novo prédio. Situada no Centro Político Administrativo, ao lado do Edifício Famato, a nova sede vai receber outras instituições do agronegócio mato-grossense: a Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), a Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), o Fundo de Apoio à Cultura da Soja (Facs) e o Fundo Mato-grossense de Apoio à Cultura da Semente (Fase-MT).
A arquitetura do prédio é arrojada e buscou imprimir ao projeto a identidade da Ampa e da Aprosoja-MT – associações que representam os interesses de agricultores responsáveis por aproximadamente 60% do algodão e 30% da soja e do milho produzidos no Brasil.
"A proposta era projetar um prédio para ser a casa das duas entidades organizadas e abertas para atender seus associados e o público relacionado aos seus negócios em nível nacional e internacional", sintetiza David Rees, arquiteto responsável pelo projeto. O prédio procura incorporar a cultura organizacional dessas instituições com espaços versáteis, sistemas inteligentes de automação predial e de ecoeficiência.
Ecoeficiência– O projeto da nova sede, situada ao lado do Edifício Famato, levou em conta o conforto ambiental dos usuários numa cidade de clima quente. Como a fachada principal do prédio está voltada para o Sul, o arquiteto concebeu o partido arquitetônico baseado nessa vantagem (menor incidência de raios solares na fachada). Além dos elementos arquitetônicos que visam assegurar o conforto dos colaboradores das instituições do agronegócio visitantes, a nova sede contará com sistemas inteligentes de ar condicionado e iluminação, estação de tratamento de resíduos, sistema de reuso de águas de chuva, sistema de captação de energia solar e sistema de automação predial.
Com cinco pavimentos, a nova sede terá quase 3.800 metros quadrados de área construída, elevadores panorâmicos, estúdio e espaço para recepções, além de um auditório com capacidade para 200 pessoas, com a alternativa de divisão do ambiente por meio de divisória retráteis acústicas.
Os usuários do Edifício ClovesVettorato estão animados com a mudança. "Nossa intenção foi construir um ambiente agradável e produtivo para os colaboradores e para os nossos associados. A Aprosoja-MT cresceu e passamos a ter a necessidade de um espaço maior e mais funcional, que conquistamos com a nossa nova sede", observa o presidente da entidade, Ricardo Tomczyk.
O entusiasmo da diretoria da Ampa não é menor: "Nossa associação tem como característica a inovação em termos de avanços tecnológicos no campo e também de responsabilidade social. Ser sustentável no ponto de vista social, ambiental e econômico é nossa meta e procuramos refletir isso também em nossa nova sede, que é nosso cartão de visita", afirma o presidente da Ampa, Milton Garbugio.
Cloves Vettorato (1944 – 2008)
"Pensador ambulante" e "produtor de ideias" são algumas expressões utilizadas para definir Cloves Felício Vettorato. Gaúcho de Santo Ângelo (hoje Alegria) e graduado em Administração de Empresas e Administração Pública, Vettorato aportou na cidade mato-grossense de Rondonópolis em 1986, como funcionário do Grupo Olvebra.
Alguns anos depois, foi diretor da Fundação MT e assessor especial do ministro Pratini de Moraes no Ministério da Agricultura. Durante os dois mandatos de Blairo Maggi como governador de Mato Grosso, esteve à frente das secretarias Extraordinária de Assuntos Estratégicos e de Desenvolvimento Rural.
Mas foi nos bastidores que Vettorato demonstrou suas habilidades como estrategista, idealizando e ajudando a viabilizar alguns programas que impulsionaram o agronegócio em Mato Grosso nas últimas décadas. Destacamos o Programa Granja de Qualidade (marco inicial da moderna suinocultura) e o Programa de Apoio ao Algodão de Mato Grosso (Proalmat).
O Proalmat introduziu o Fundo de Apoio à Cultura do Algodão (Facual), que revolucionou a forma de angariar recursos para a pesquisa e a consolidação de importantes setores do agronegócio mato-grossense, como a soja (por meio do FACS) e a bovinocultura (através do Fabov), além de ter inspirado a criação de outros fundos em nível nacional.