A segurança na área rural foi tema de reunião na Secretaria de Estado de Segurança Pública de Mato Grosso (SESP), que contou com as presenças de representantes da Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja) e da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat). O objetivo deste encontro foi buscar formas de coibir roubos e furtos de defensivos agrícolas e gado no interior de Mato Grosso.
Na opinião do presidente da Ampa, Gustavo Piccoli, esta aproximação com as autoridades responsáveis pela segurança pública no estado é importante por possibilitar a troca de informações e ressaltar a importância de se coibir esse tipo de crime para toda a sociedade. Para Alexandre Schenkel, presidente eleito da Ampa que participou do encontro como vice-coordenador da Comissão de Defesa Agrícola da Aprosoja, a questão da segurança pública não é simples de ser solucionada. “Precisamos, sim, de policiamento ostensivo, mas, além disso, é preciso inteligência para encontrar as quadrilhas e encerrar os crimes”, afirmou.
O secretário de Segurança Pública, Rogers Elizandro Jarbas, reforçou a importância de algumas medidas, como integração da comunicação entre as autoridades de segurança pública e os produtores rurais, e identificação dos produtos e rebanhos, para melhor forma de rastreabilidade. “Precisamos ter uma atuação real e, para isso, são necessárias ferramentas para inibir os crimes”, disse Jarbas.
Para o diretor geral da Polícia Civil, Rogério Modelli, algumas medidas implantadas pelos produtores rurais já ajudariam a polícia a verificar a origem de produtos interceptados em uma averiguação. “Marcar a embalagem com a logomarca da fazenda, identificada por meio cadastral de cada proprietário, ou usar lacre, inibiria receptadores na aquisição de produtos objeto de roubo ou furto”, avalia.
Na avaliação do coronel Gley Alves, comandante geral da PM, o patrulhamento rural é uma forma de inibir a ação dos bandidos. “Porém, precisamos melhorar as informações que recebemos do produtor, entender os períodos de maior vulnerabilidade para atuar mais fortemente”, explica. Outra sugestão é a participação de representantes do agro nos conselhos comunitários municipais para estreitar relações com o policiamento local.