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Câmara Setorial do Algodão debate refúgio

A reunião da Câmara Setorial do Algodão, realizada em Brasília, nessa quinta-feira (5 de junho), teve como principal tema de debate o uso de área de refúgio para a cultura do algodão. O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Neri Geller, disse na oportunidade que a portaria que está em negociação vai valer para a próxima safra, visto que a colheita das culturas de soja, milho e algodão acontecem só em 2015. "O refúgio é importante para manter a sustentabilidade", frisou Geller, segundo matéria publicada no site do Mapa (www.agricultura.gov.br)

A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) pede uma normatização do Mapa para que fique definido o tamanho da área a ser adotada. De acordo com o presidente da Abrapa, Gilson Pinesso, isso é importante para dar segurança ao produtor. “Temos informações variadas de quem diz que pode ser menor ou maior a área de refúgio. Precisamos unir a academia, os produtores e os detentores das tecnologias para chegarmos a um consenso e determinar um padrão para todos”, diz Pinesso.

Segundo o diretor do Departamento de Sanidade Vegetal (DSV) do Mapa, Luiz Rangel, a ideia do ministério está de acordo com o pleiteado pelos produtores. Ele informou que o Mapa realizará uma reunião com especialistas, técnicos e produtores no próximo dia 11 para tentar definir um documento oficial sobre o tema.

Para o presidente da Câmara, Sérgio De Marco, é preciso lembrar que os produtores de milho já tiveram problema com a utilização de tecnologias transgênicas sem uso de área de refúgio. “Não podemos deixar isso acontecer com as novidades que estão chegando ao Brasil. É preciso, inclusive, juntar produtores de soja e milho a esta campanha para que eles também passem a adotar a área de refúgio”, afirma.

O ministro Neri Geller aproveitou a reunião para dizer que está disposto a auxiliar na questão da área de refúgio e todas as demais demandas da cadeia do algodão. “Estou muito empolgado com o algodão, porque é um setor que nos tem dado muito apoio, que vem sempre com demandas justas, para as quais estamos tendo resultados práticos. Continuamos trabalhando para resolver todas as pendências que ainda afetam a cotonicultura”, prometeu.