A demanda por informações sobre a lagarta Helicoverpa é crescente por parte de produtores rurais pelo fato da praga ser ainda recente em Mato Grosso. Frente a esse contexto, nesta sexta (26), às 19h, ocorrerá o evento “Estratégia de Controle da Lagarta Helicoverpa spp – safra 2013/14”, no Sindicato Rural de Campo Verde. A iniciativa é da Aprosoja, juntamente com o Grupo Helicoverpa Mato Grosso (GHMT), Sindicato Rural de Campo Verde e Instituto Mato-grossense do Algodão (IMAmt).
Direcionado a todos os produtores rurais, o evento traz quatro palestras na programação: “Estratégia de Controle da Lagarta Helicoverpa”, com o entomologista do IMAmt, Miguel Soria; “Atuação da Aprosoja diante do problema Helicoverpa”, com o diretor técnico da Aprosoja, Nery Ribas; “Visão do Indea sobre a lagarta Helicoverpa”, com e o coordenador de defesa sanitária vegetal do Indea, Ronaldo de Assis Medeiros; e “Ações do Mapa”, com o coordenador de defesa vegetal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Wanderlei Guerra.
As palestras procuram instruir os agricultores, tanto sobre as características da praga, como as formas e meios corretos de identificar as espécies de Helicoverpa spp. presentes nas lavouras e o momento mais oportuno para a utilização de inseticidas. Isso, porque, a identificação afeta diretamente nas decisões sobre quais os inseticidas, biológicos ou químicos a serem utilizados, e o monitoramento do ciclo da praga, lagartas pequenas ou adultas, favorece na eficácia das medidas adotadas.
Duas das ações que visam o combate à praga são a criação do Grupo Helicoverpa Mato Grosso (GHMT) e a elaboração de um Plano Estadual de Manejo da Helicoverpa, que tem à frente o pesquisador Paulo Degrande, da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), juntamente com Miguel Soria e Danielle Thomazoni, entomologistas do IMAmt.
O grupo é resultado do envolvimento de toda área de pesquisa do Estado e tem como integrantes: Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato), Fundação MT, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Instituto Mato-grossense do algodão (IMAmt), Centro Universitário de Várzea Grande (Univag), Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), cooperativas, Instituto Mato-grossense de Economia Agroepecuária (Imea), Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar-MT), Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), Associação dos Produtores de Sementes de Mato Grosso (Aprosmat), indústrias e fornecedores de insumos.
No mundo, há relato da ocorrência de 18 espécies de Helicoverpa spp. distribuídas entre os continentes, das quais quatro são consideradas de maior importância econômica: H. zea (de ocorrência comum nos Estados Unidos e Brasil), H. punctigera (Wallengren) (endêmica da Austrália), H. assulta (Guenée) (de ocorrência comum na Índia) e H. armigera, que apresenta ampla distribuição mundial, ocorrendo em países da Ásia (como Índia e China), África, Europa e Oceania (Austrália).
A lagarta Helicoverpa armigera era considerada exótica no Brasil até ser detectada em vários estados em cultivos de soja, algodão e milho, entre outros. Devido à possibilidade de ocorrência de mais de uma espécie da praga no agroecossistema, o termo Helicoverpa spp. foi adotado.