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Compradores são recebidos por Taques

O segundo dia da missão de compradores de algodão brasileiro em Mato Grosso começou com uma reunião com o governador Pedro Taques, o vice-governador Carlos Fávaro e o secretário de Desenvolvimento Econômico, Seneri Paludo, no Palácio Paiaguás, em Cuiabá. O Governo de Mato Grosso fez questão de receber os 13 compradores (de empresas da China, Tailândia e Coreia do Sul – países que estão entre os maiores importadores da pluma produzida no Brasil), que estavam acompanhados do presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), João Carlos Jacobsen Rodrigues, do presidente da Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), Gustavo Piccoli, de diretores das duas entidades e de representantes das quatro tradings parceiras da missão internacional.

Ao dar as boas-vindas aos visitantes, Taques destacou o potencial de Mato Grosso para produzir mais alimentos (grãos e carnes) e fibras, já que o estado tem 60% de seu território preservado e ainda dispõe de 14 milhões de hectares para a produção agropecuária. O governador enfatizou a importância do comércio internacional com os países asiáticos e falou dos esforços de sua administração para superar gargalos, entre os quais mencionou a infraestrutura logística e a superação de entraves tributários, com a criação de "um ambiente negocial" mais propício. Taques e o secretário Seneri Paludo reconheceram a importância dos parceiros internacionais na comercialização da pluma mato-grossense (Mato Grosso responde hoje por aproximadamente 57% das exportações brasileiras de algodão), porém ressaltaram a preocupação do governo em estimular a indústria têxtil no estado para agregar valor à fibra. Nesse sentido, convidou os integrantes da missão de compradores a investirem em Mato Grosso.

O presidente da Abrapa disse que Mato Grosso pode ser "referência" para os demais estados produtores de algodão e destacou a importância de se investir na indústria de confecção por ter maior poder de geração de empregos. Jacobsen destacou ainda a importância de investimentos na pesquisa visando o controle de doenças e pragas, como o bicudo-do-algodoeiro, e mais uma vez elogiou o exemplo de Mato Grosso, com os trabalhos realizados pelo Instituto Mato-grossense do Algodão (IMAmt) e a Fundação MT. O presidente da Ampa, por sua vez, disse que o estado "está de portas abertas para novos investimentos" e reforçou o compromisso dos cotonicultores mato-grossenses em buscar cada vez mais a qualidade da fibra para atender às demandas dos compradores.

Ao falar em nome dos visitantes, Richard Pollar, gerente de negócios de algodão da trading ECOM, disse estar impressionado com as visitas feitas em Mato Grosso a fazendas produtoras de algodão e algodoeiras (o grupo visitou Sapezal, no Noroeste do estado, na segunda-feira), onde foi possível constatar o "comprometimento dos produtores" com a qualidade. Ele também contou sobre o processo de interiorização da industrial têxtil na China na busca de competitividade e melhores condições de produção. O produtor Eraí Maggi, do Grupo Bom Futuro (que produz cerca de 160 mil toneladas de algodão em pluma por ano), disse que Mato Grosso tem matéria-prima disponível e potencial para a produção de mais grãos e fibras, e frisou a possibilidade de investimentos na geração de energia hidrelétrica para reduzir custos de instalação da indústria têxtil no estado.

A audiência no Palácio Paiaguás contou com a presença do vice-presidente da Abrapa, Arlindo Moura, e dos representantes das tradings Louis Dreyfus, Reinhart e Cargill (Charles Christie, Daniel Ballestrin e Roberto Ferrer, respectivamente), que são parceiras da Abrapa na realização da missão de compradores. A Ampa, por meio de seus diretores e produtores, recepcionou o grupo em Sapezal e Primavera do Leste (município visitado na tarde de terça-feira) e nesta quarta-feira os estrangeiros seguiram para Bahia e Goiás. A missão terminará na sexta-feira em Brasília, quando todos conhecerão a sede da Abrapa e voltarão a se reunir com diretores das entidades estaduais.