A produção brasileira de grãos da safra 2015/16 será de 209 milhões de toneladas. A estimativa prevista no 7º levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado nesta quinta-feira (7 de abril), equivale a 0,6% ou a 1,3 milhão de toneladas a mais que a safra 2014/15, que foi de 207,7 milhões. Com referência à previsão do mês passado, houve redução de 0,6% devido a adversidades climáticas nas fases finais das culturas.
O destaque é a produção de soja, que deverá atingir 99 milhões de toneladas – 2,9 milhões a mais do que na safra anterior, graças aos ganhos de área de 3,2%.
Quanto ao algodão, o 7º levantamento aponta em termos nacionais para a redução de 1,1% na área plantada, que atinge 965,7 mil ha (foram 976,2 mil ha na safra 2014/15). Os estados da Bahia, Goiás, Piauí e Mato Grosso do Sul reduziram a área de plantio na safra corrente.
Entretanto, em Mato Grosso, a área plantada de algodão registra incremento de 6,1%, sendo estimada em 597 mil ha (na safra passada, foram 562,7 mil ha). Essa área é 2,7% maior do que a prevista no último levantamento da própria Conab, que atribui a alteração à grande área destinada ao algodão plantado na segunda safra, principalmente na região oeste de Mato Grosso, que contempla os municípios de Campo Novo do Parecis e Sapezal.
"O plantio da primeira e segunda safras de algodão já foi finalizado no estado. No momento, a cultura apresenta-se no estádio vegetativo e com os índices pluviométricos dentro do esperado, as lavouras têm apresentado um bom desenvolvimento criando a expectativa de que a produtividade será tão boa quanto a registrada na safra passada, tanto para o algodão de ciclo longo (primeira safra) quanto para o da segunda", afirmam os técnicos da Conab no levantamento divulgado na manhã desta quinta-feira.
De acordo com a Conab, a produção de pluma em termos nacionais é estimada em 1.480,7 mil toneladas – 5,3% inferior à da safra 2014/15, considerando-se uma produtividade estimada em 1.533 kg/ha. A produção de pluma em Mato Grosso é estimada em 942,1 mil t – 2,2% superior à da safra anterior, considerando uma produtividade estimada em1.578 kg/ha.
Outras culturas – O milho total está estimado em 84,7 milhões de toneladas, semelhante à produção de 2014/15. A previsão para o milho primeira safra é de redução de 8,5% na produção, com estimativa de 27,5 milhões de toneladas, enquanto que para o segunda safra a expectativa é de crescimento de 4,7%, devendo atingir 57,1 milhões e compensando a quebra do anterior.
O feijão primeira safra recuperou a produtividade, o que deve se refletir em um aumento de 62,6 mil toneladas. A previsão é de um total de 1,2 milhão de toneladas contra 1,1 milhão da última safra, apesar da queda na área plantada. No caso do arroz, há expectativa de queda de 10,2% na produção, em razão a uma área menor de plantio e a adversidades climáticas no Sul do país. As 12,4 milhões de toneladas de 2014/2015 caíram para 11,2 milhões.
Em termos de área, o 7º Levantamento da Conab informa que o plantio total cresceu 0,8% em relação à última safra e deve alcançar 58,5 milhões de hectares. O aumento é de 464,4 mil hectares sobre as 57,9 milhões anteriores. A soja garante mais de 56% da área cultivada do país, com previsão de crescer 3,2% e 1 milhão de hectares a mais do que antes.
A respeito do milho primeira safra, houve uma redução de 9,2% na área (563,3 mil hectares), a ser coberta com o plantio de soja, enquanto que para o de segunda safra a expectativa é de aumento de 3,7% (351,3 mil hectares). Para o feijão primeira safra está prevista uma redução de área de 3,8%, devendo alcançar 1 milhão de hectares.
A pesquisa do 7º levantamento foi realizada entre os dias 13 e 19 de março. As informações de área plantada, produção, produtividade, evolução do desenvolvimento das culturas, pacote tecnológico utilizado pelos produtores e outros fatores foram colhidas nas áreas de produção e junto a órgãos específicos nos estados. A íntegra deste relatório pode ser conferida no site da Conab (www.conab.gov.br) ou no site da Ampa (www.ampa.com/br) em Informativos/Conab.