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Dia de Campo do Algodão em Campo Verde

Cerca de 300 pessoas acompanharam o Dia de Campo realizado na Fazenda Lagoa Dourada, em Campo Verde (a cerca de 160 km de Cuiabá), no último sábado (dia 21). Realizado pela Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa) e pelo Instituto Mato-grossense do Algodão (IMAmt), o evento levou muita informação sobre novas tecnologias disponíveis para a próxima safra (2014/15) e para as safras seguintes, e ações que devem ser realizadas ainda na safra corrente (2013/14) por produtores e seus colaboradores para o combate ao bicudo e controle de outras pragas, doenças e plantas daninhas resistentes a herbicidas.

Os grupos, integrados por produtores, profissionais que atuam nas fazendas e estudantes,eram recepcionados por Milton Garbugio, presidente da Ampa e do IMAmt e proprietário da Fazenda Lagoa Dourada,  antes de seguirem em direção às seis estações do Dia de Campo. Na Estação 1, os pesquisadores Jean Belot e Elio Torre se revezavam na apresentação das novas variedades IMAmt que começarão a ser comercializadas para a safra 2014/15. São elas: IMA 5672BG2RF e IMA 5675BG2RF, com a tecnologia Bollgard II/Roundup  Ready Flex da Monsanto, que propicia amplo controle de diversas lagartas-praga do algodoeiro, inclusive Helicoverpa armigera, e resistência ao herbicida glifosato, utilizado no controle de plantas daninhas; e a variedade IMA 2106GL, com a tecnologia GL (Glytol/ LibertyLink) da Bayer,que lhe dá resistência aos herbicidas glifosato e glufosinato de amônio.

Em outra estação, os pesquisadores Miguel Soria e Marcelo Soares falaram sobre manejo de pragas no sistema produtivo de Mato Grosso, abordando práticas inadequadas que favorecem as pragas e temas bem atuais como a necessidade de áreas de refúgio para preservação de novas tecnologias, e também sobre novas ferramentas de controle biológico que estão sendo desenvolvidas pela equipe do IMAmt em parceria com a Embrapa. Monitoramento de plantas daninhas e nematoides em áreas algodoeiras de Mato Grosso foi o tema abordado pelos pesquisadores Edson Andrade Junior e Rafael Galbieri, que dividiram uma estação com o coordenador do Laboratório de Biologia Molecular do IMAmt, Leonardo Scoz. Ele falou sobre o uso da técnica de marcadores moleculares como ferramenta auxiliar no desenvolvimento de novas cultivares transgênicas, no controle de qualidade de sementes e também na identificação de espécimes de lagartas Helicoverpa armigera entre outras lagartas-praga coletadas nas diversas regiões de produção de algodão em Mato Grosso.

Na estação seguinte, o pesquisador Rogério Sá mostrou o potencial de Mato Grosso para o cultivo de mamona, apresentado como opção para o plantio de segunda safra tardia. Essa estação contou com a presença do professor Maurício Zanotto, da Unesp campus Botucatu, que falou sobre a evolução no melhoramento da mamona.

Nessa mesma estação, o assessor técnico regional Renato Tachinardi foi enfático em alertar os convidados do Dia de Campo para “uma praga silenciosa”, que é considerada o grande vilão da cotonicultura brasileira: o bicudo-do-algodoeiro.

Novas tecnologias – O Dia de Campo do Algodão ainda teve outras estações onde representantes da empresa Monsanto falaram sobre as vantagens da tecnologia Bollgard II/Roundup  Ready Flex. Eles compartilhar o espaço com Antonio Neto e Idimar Leoni, que anteciparam informações sobre os próximos lançamentos comerciais do IMAmt: os materiais IMA 6035B2RF e o IMA 8276B2RF, ambos com a tecnologia Bollgard II/ Roundup flex. Segundo eles,  os dois materiais são de alta produtividade, com rendimento de fibra elevado, sendo que a variedade IMA 8276B2RF apresenta um excelente comportamento perante as doenças foliares (ramulária e ramulose) e tolerância a nematoides.

O Dia de Campo também foi uma oportunidade para o lançamento de dois softwares que poderão auxiliar os agricultores e seus colaboradores já na safra 2014/15.  Anderson Orsi, representante da empresa Terras (de Belém-PA), apresentou um software para tablets desenvolvido em parceria com o IMAmt, que se propõe a facilitar e tornar mais eficiente o trabalho de um personagem fundamental na sustentabilidade das lavouras de algodão de Mato Grosso: os monitores de pragas ou pragueiros. Todas as informações coletadas a campo são introduzidas no aplicativo e disponibilizadas em relatórios que podem ser acessados de outros computadores da fazenda, permitindo um controle de pragas mais efetivo em todos os talhões da propriedade.

Edson Roberto Minatel, da Ablevision (de São Carlos – SP) apresentou outro software  (o DropScope), cuja finalidade é tornar mais eficiente a aplicação de defensivos agrícolas . O consultor virtual  analisa a aplicação em três passos: orienta os técnicos na melhor distribuição dos papéis hidrossensíveis, obtém a deposição das gotas através de um exclusivo leitor portátil digital de alta resolução e analisa se a pulverização foi adequada, indicando – com o acompanhamento de um agrônomo – o que deve ser melhorado.