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Diretores da SLC Agrícola visitam IMAmt

O Instituto Mato-grossense do Algodão (IMAmt) recebeu nessa quarta-feira (19 de abril) a visita de Aurélio Pavinato, diretor presidente da SLC Agrícola, e outros dois dirigentes da empresa, Aldo Tisott (diretor de Vendas) e Gustavo Lunardi (diretor de Suprimentos e Novos Negócios).  Acompanhados do presidente da Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa) e do IMAmt, Alexandre Schenkel, eles visitaram o Centro de Treinamento e Difusão Tecnológica do Núcleo Regional Sul, em Rondonópolis, e a Unidade Experimental de Primavera do Leste, e demonstraram grande entusiasmo com o que viram.

"A visita foi muito positiva. O IMAmt é hoje um centro de pesquisas avançadas muito importante não só para o produtor de algodão de Mato Grosso como para todo o Brasil", afirmou Pavinato, numa referência ao trabalho de desenvolvimento de novas variedades adaptadas às condições do cerrado, com alto potencial produtivo e grande qualidade de pluma.  Segundo ele, a SLC é associada à Ampa, porém, como atua em todas as regiões produtoras de algodão no país, pode ser "o elo de conexão" entre os estados e o IMAmt. "Acredito que a cooperação entre todos os estados produtores pode ser muito positiva e benéfica para a cadeia do algodão como um todo", argumenta.  A SLC tem uma área de cultivo de algodão de 88 mil ha na safra 2016/17, em Mato Grosso, Goiás, Bahia, Maranhão e Mato Grosso do Sul (incluindo outras culturas como soja e milho, a área de plantio da empresa chega a 395 mil ha).

Aldo Tisott, diretor de Vendas da SLC Agrícola, disse ter ficado muito impressionado com a visita ao IMAmt. "Eu não tinha noção do quanto o Instituto estava avançado em termos de estrutura, laboratórios e recursos humanos (pesquisadores). O IMAmt formou uma base muito boa e pavimentou uma via para o futuro", analisa o diretor. Com a experiência de quem vende boa parte da produção de pluma para países asiáticos, Tisott diz que o mercado do algodão está se tornando cada vez mais competitivo (em decorrência da redução do market share – a quota de mercado da fibra natural, em constante disputa com as fibras sintéticas) e só sobreviverão os países preparados para superar os concorrentes. Nesse contexto, os investimentos em tecnologias para melhorar a qualidade da pluma e aumentar a produtividade das lavouras são fundamentais. 

"A gente vê com muito bons olhos os investimentos do IMAmt em pesquisas", diz Tisott e, na sua opinião, o instituto criado e mantido por produtores associados à Ampa, tem "uma função estratégica para o setor algodoeiro do Brasil". "Precisamos de algodão com alta qualidade, alta produtividade e de variedades com características agronômicas adaptadas a cada região do país", complementa. Para o diretor de Suprimentos e Novos Negócios da SLC Agrícola, Gustavo Lunardi, o IMAmt está muito bem estruturado e em condições de atender às necessidades da produção algodoeira em termos de Brasil. "A visita superou nossas expectativas e a gente entende que o IMAmt tem potencial para ser uma instituição de pesquisa em nível nacional", opina Lunardi. 

Ampa - Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão.

Ao longo do dia, os três representantes da SLC Agrícola visitaram o Centro de Treinamento e Difusão Tecnológica inaugurado em 30 de março de 2016. Lá, conheceram o Laboratório de Biotecnologia, que desempenhará papel-chave no desenvolvimento de novas cultivares (inclusive, de variedades resistentes ao bicudo); e o laboratório de criação de lagartas que visa a produção de inseticidas à base de vírus para controle das principais lagartas-praga do sistema produtivo. Também percorreram as instalações da Escola de Beneficiamento – a única do Brasil -, que será inaugurada este ano. Os visitantes foram ciceroneados pelo diretor executivo do IMAmt, Alvaro Salles, e pelos pesquisadores Jean Louis Belot, Patrícia de Andrade Vilela, Leonardo Scoz e Alberto Boldt Filho. O grupo também estava acompanhado do diretor executivo da Ampa, Décio Tocantins.

Ampa - Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão.

Em seguida, a comitiva seguiu para a Unidade Experimental de Primavera do Leste, onde conheceu outros laboratórios e casas de vegetação, onde são desenvolvidas diversas pesquisas do IMAmt, em parceria com outras instituições. Os visitantes receberam informações dos pesquisadores Rafael Galbieri, Jacob Crosariol Netto e Edson de Andrade Junior.