O presidente da Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), Alexandre Schenkel, visitou o município de Touros, no Rio Grande do Norte, para conferir o desempenho de novas cultivares do Instituto Mato-grossense do Algodão (IMAmt) que estão sendo multiplicadas numa área do Nordeste brasileiro, durante o período de vazio sanitário do algodoeiro em Mato Grosso.
Segundo Alvaro Salles, diretor executivo do IMAmt que acompanhou Schenkel na visita técnica, a estratégia de multiplicação de novas cultivares numa fazenda nordestina permite obter sementes de qualidade em tempo hábil. "A forte insolação na região acelera o ciclo da planta e o clima reduz o risco de chuvas na colheita", explica Salles.
Com isso, será possível obter sementes de qualidade e em quantidade suficiente para que sejam multiplicadas em áreas experimentais do próprio IMAmt em Mato Grosso, em janeiro próximo, visando o lançamento comercial das melhores cultivares na safra 2018/19.
Schenkel e Salles voltaram entusiasmados com o desempenho da cultivar IMA 5801B2RF, que já desperta grande interesse dos produtores por ter, ao mesmo tempo, resistência a nematoide de galha e a todos os isolados de ramulária que ocorrem em Mato Grosso. A ramulária é considerada a pior doença do algodoeiro e os nematoides hoje são vistos como uma das maiores ameaças ao sistema produtivo adotado em Mato Grosso, com o cultivo do algodão após a colheita da soja.
"Buscamos atender às necessidades do produtor, com o desenvolvimento de materiais que assegurem menores custos de produção e, ao mesmo tempo, alta produtividade e qualidade de fibra", afirma Schenkel. Segundo o presidente, o IMAmt está na vanguarda da pesquisa, oferecendo ao cotonicultor opções de materiais mais produtivos em ambientes adversos, tendo sempre em foco a qualidade da fibra produzida em Mato Grosso.
