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Força da cotonicultura é destaque no 9° CBA

A abertura do 9º Congresso Brasileiro do Algodão (9ºCBA) expôs ao centro político nacional a falta de uma política agrícola consistente para o setor e a força e a importância da cultura para o país.

“Não há reajuste na tabela de preço mínimo há mais de10 anos. Este ano não tivemos nenhum novo registro de moléculas para fazer frente às pragas da lavoura e estamos a 30 dias de iniciarmos o plantio da safra 2014. E temos uma infraestrutura logística precária”, pontuou o presidente do evento, Milton Garbugio, quando declarou aberto o CBA.

O presidente da Associação Brasileira do Algodão (Abrapa), Gilson Pinesso, citou também o excesso de processos para análise nos órgãos de governo. “São cerca de mil e setecentos processos à espera de análise na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) e no Meio Ambiente (Ministério do Meio Ambiente). “Se continuarmos  nesse ritmo, só daqui a 100 anos conseguirão aprovar novos registros”, comentou.

Presente à abertura, o secretário de Política Agrícola do Mapa, Neri Geller, disse que o governo vem ampliando sistematicamente investimentos no setor rural. E citou o aumento no volume de recursos empregados no Plano Safra 2013 em R$ 136 bilhões ante os R$ 115 bilhões no ano anterior.

No entanto, admitiu a falta de acordo com a equipe econômica para a recomposição do preço mínimo do algodão. “Apesar de termos a consciência da necessidade de reajustar o preço mínimo do algodão, não conseguimos acordo com a equipe econômica”, reconheceu.

Em um cenário político desfavorável para a cotonicultura, Garbugio destacou durante a abertura a importância da organização e união do setor para enfrentar os obstáculos.  

“A proposta do Congresso é que todos saiam daqui mais conscientes e preparados para enfrentar os desafios em seus negócios. Queremos consolidar, ampliar e compartilhar os resultados positivos com toda a sociedade”, ponderou Garbugio, também presidente da Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa).

Segundo ele, a eficiência e a capacidade de planejamento dos empreendedores rurais consolidaram o Brasil no mercado internacional. O país ocupa a 3ª posição no ranking mundial de exportação da fibra. E destacou: “o agronegócio brasileiro é o segundo que mais gera postos de trabalho no Brasil, só perde para a construção civil”.

A abertura do 9º CBA foi acompanhada também pelos senadores mato-grossenses Blairo Maggi (PR) e Pedro Taques (PDT), deputados federais, e o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), Luiz Carlos Heinze (PP-RS).

O evento, que vai até sexta-feira (06.09), é promovido pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e realizado pela Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa). Esta edição do evento traz como o tema “Algodão: Gestão e Otimização de Resultados”.