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Guerra contra o bicudo

O presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), João Carlos Jacobsen Rodrigues, lançou na abertura do segundo dia do 10º Congresso Brasileiro do Algodão (CBA), na manhã desta quarta-feira (2), uma campanha nacional contra o bicudo-do-algodoeiro, praga que voltou a ter maior incidência nas lavouras brasileiras este ano. Segundo estimativas, os produtores de algodão estão convivendo com uma perda de R$ 1,7 bilhão por ano devido aos danos causados pelo bicudo.

A ideia é alertar os produtores sobre os riscos e a importância de se combater corretamente o bicudo-do-algodoeiro, através de um vasto material publicitário, como folders e vídeos institucionais, que serão distribuídos pelas dez associações estaduais ligadas à Abrapa. “Não podemos nos dar ao luxo de ter essa perda. O objetivo da campanha é nivelar o conhecimento entre os produtores, conscientizá-los. A maioria já sabe o que tem que ser feito para combater o bicudo, mas na prática, acaba não fazendo”, disse Jacobsen. “Agora é guerra, ou acabamos com o bicudo ou ele acaba com a gente”, completou.
 
O material será distribuído a partir de outubro deste ano, visando a entrada da próxima safra e terá como primeiro tema a ser discutido a destruição da soqueira no trato cultural.
Para o presidente da Abrapa é difícil erradicar o bicudo no Brasil, como foi feito nos Estados Unidos, devido entre outros motivos ao tamanho e dificuldades enfrentadas no país, porém, acredita que é possível mantê-lo controlado. Para isso, acredita que é necessário unir produtores, governo e indústrias do setor para enfrentar a praga. “Estamos chamando todos para esse compromisso. Desejo que prestem atenção nas campanhas e levem essa mensagem para casa, que cada um faça uma reflexão e faça a lição de casa”, disse aos congressistas presentes.