Pular para o conteúdo

Mato Grosso intensifica treinamentos

Maior estado produtor de algodão, Mato Grosso deverá produzir na atual safra (2014/15) cerca de 865 mil toneladas de pluma, que seguirão para a indústria têxtil nacional e o mercado internacional. Porém, antes, o algodão colhido no campo tem que passar por um processo de descaroçamento e enfardamento nas algodoeiras instaladas em fazendas ou em cidades-polo da produção algodoeira.  Essas usinas estão agora em pleno funcionamento, acompanhando a colheita do algodão e, para prevenir os riscos inerentes ao beneficiamento, o Instituto Mato-grossense do Algodão (IMAmt), a partir das demandas dos gerentes de segurança e produtores, vem realizando treinamentos específicos de segurança para os trabalhadores das algodoeiras desde 2013.

Na safra 2012/13, foram apenas cinco solicitações de treinamento, que beneficiaram 249 trabalhadores; na safra passada (2013/14), o número de pedidos subiu para 14, beneficiando 800 trabalhadores; e na safra corrente, foram solicitados 21 treinamentos, que beneficiarão mais de 2 mil trabalhadores até setembro próximo, em todos os núcleos regionais de produção de algodão em Mato Grosso.

Os treinamentos são realizados pela equipe integrada por José Marcos de Lima, Maximilian Latorraca Barbosa e Dedson Santos, técnicos de Segurança e bombeiros civis, que atuam sob a supervisão de Amandio Pires Junior, coordenador técnico de Segurança do Trabalho do IMAmt. A programação até setembro inclui 15 treinamentos voltados para a prevenção de acidentes, 12 direcionados ao combate a incêndios, 11 de primeiros socorros, seis focados no atendimento à Norma Reguladora do Ministério do Trabalho e Emprego – 33 (Trabalho em espaços confinados) e nove no atendimento à NR-35 (Trabalho em altura).

“Essa demanda dos grupos empresariais, fazendas e cooperativas responsáveis por algodoeiras comprova a preocupação dos associados da Ampa (Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão) com a segurança de seus trabalhadores e em minimizar os riscos inerentes à atividade das usinas de beneficiamento”, comenta Pires, que é engenheiro agrônomo e engenheiro de Segurança do Trabalho, além de bombeiro civil.  Alguns treinamentos aconteceram dentro da Semana de Integração e Prevenção de Acidentes no Trabalho Rural (Sipatr) de fazendas produtoras de algodão.

Segundo Pires, nos treinamentos de Combate a Incêndios o principal foco foi informar aos trabalhadores das algodoeiras sobre a correta utilização dos equipamentos. “O primeiro combate é o que determina o sucesso em casos de incêndio em usinas de beneficiamento. Os trabalhadores precisam saber como agir e quais equipamentos devem utilizar no combate ao fogo”, explica. Durante o treinamento, os alunos recebem informações sobre como funcionam os diferentes tipos de extintores e também sobre como prevenir incêndios, recebendo orientação sobre os locais mais sujeitos a focos de fogo em algodoeiras, onde o risco é sempre grande.  Aprendem sobre a importância de manter os equipamentos de combate a incêndios em ordem, atendendo às determinações de um checking list, que é aplicado, anualmente, pela equipe do IMAmt.

 Outro treinamento bastante procurado é o de Prevenção de Acidentes, no qual os trabalhadores são conscientizados sobre a importância do uso correto do Equipamento de Proteção Individual (EPI) e sobre os riscos existentes em cada setor da algodoeira em que trabalha. No treinamento sobre Primeiros Socorros, aprendem, por exemplo, como fazer a ressuscitação cardiopulmonar (RCP), entre outros procedimentos que podem significar a diferença entre a vida e a morte para quem trabalha numa usina de beneficiamento e outras unidades de produção de fibra.

Os próximos treinamentos acontecerão em Campo Verde (18 de agosto), Brasnorte (nos dias 20 e 21) e Primavera do Leste (nos dias 15 e 16 de setembro). A realização desses treinamentos é uma iniciativa do programa de Qualidade da Fibra do Algodão de Mato Grosso, executado pelo IMAmt com apoio financeiro do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA).