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Organização é chave para cooperativa crescer

A rentabilidade de R$ 4,48 bilhões atingida ao ano por parte das 40 cooperativas do agronegócio existentes em Mato Grosso pode crescer ainda mais e a fórmula para isso é a organização. É o que defende o professor Fábio Chaddad, consultor permanente do Fórum de Dirigentes Cooperativistas do Agronegócio de Mato Grosso, depois de divulgar o resultado de um diagnóstico feito com as maiores cooperativas do setor no Estado. Os dados foram apresentados a cerca de 60 participantes do quarto encontro do grupo realizado em Sorriso, nesta quinta e sexta-feira.

O IV Fórum de Dirigentes Cooperativistas é uma realização da Associação Mato-grossense de Produtores de Algodão (Ampa), da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja), do Sindicato e Organização de Cooperativas Brasileiras no Estado de Mato Grosso (OCB/MT).  O encontro contou com a participação do vice-presidente da Ampa, Gustavo Piccoli, e do diretor executivo da entidade, Décio Tocantins.

Trinta cooperativas responderam a um questionário aplicado por Fábio Chaddad para mensurar a realidade das organizações em atividade no negócio em Mato Grosso. De acordo com o diagnóstico apresentado por ele, a necessidade de separar governança de gestão é apontada como um dos principais gargalos e o número de cooperativas que divide uma função da outra ainda é pequeno:  apenas 11 entre as 30 pesquisadas.  “A gestão tem que ser feita por um diretor administrativo para cuidar do operacional da cooperativa.  A governança é feita pelo conselho consultivo estabelecido pelos cooperados, para supervisão da gestão”, explicou o professor.

Dentro do perfil estudado, as coorporativas de Mato Grosso foram classificadas como heterogêneas por terem ciclos de vida variados, e atuarem em vários ramos e em regiões distintas, o que demanda dinâmicas diferenciadas para os diferentes mercados.

A necessidade de se pensar estrategicamente as cooperativas norteou boa parte do debate. Conforme o estudo, todas atuam com o propósito de defender o interesse dos produtores, mas devem avançar para garantir a continuidade. “A cooperativa ainda é encarada como prolongamento da atividade do produtor, mas ele tem que saber que esse modelo de negócio tem limite, ou seja, qual é o futuro?”, desafiou o professor.