O treinamento de monitores técnicos de campo foi retomado esta semana pela equipe do Instituto Mato-grossense do Algodão (IMAmt) nos núcleos regionais Sul, Centro Leste (nesta quarta-feira) e Centro. De acordo com Marcio de Souza, coordenador de Projetos e Difusão Tecnológica do IMAmt, a tônica dos treinamentos da safra 2016/17 tem sido mostrar que a cotonicultura hoje em Mato Grosso faz parte de um sistema agrícola, que inclui as culturas da soja e milho, entre outras. "Quando você fala de nematoides, de doenças, de pragas como mosca-branca e lagartas, e até mesmo do bicudo-do-algodoeiro, tem que considerar esse sistema agrícola, já que atualmente o produtor de algodão também se dedica a outras culturas", explica Souza, que é um dos palestrantes do treinamento de monitores.
Segundo ele, é importante que o monitor técnico de campo conheça os sintomas das principais doenças, a biologia e os danos causados pelas principais pragas e por nematoides, saiba identificar as plantas daninhas e também aprenda as estratégias de monitoramento de todos esses focos de problemas nas lavouras, mas é fundamental que tenha informações sobre o sistema agrícola em que o cultivo do algodão está inserido para tornar o controle mais eficaz.
Atualmente, mais de 80% da semeadura de algodão em Mato Grosso são feitos em regime de segunda safra, em sucessão ao plantio da soja, e a única exceção é o Núcleo Regional Leste (região de Primavera do Leste), onde ainda prevalece o plantio de algodão como primeira safra. "A chave para o sucesso do controle de pragas, doenças, nematoides e plantas daninhas é os produtores adotarem uma ação coletiva, padronizada e regionalizada, ou seja, respeitando as características do sistema agrícola de cada regional", afirma Souza, numa referência aos seis núcleos regionais de Mato Grosso (Centro, Centro Leste, Sul, Médio Norte, Norte e Noroeste).
Isso vale, inclusive, para o controle do bicudo, que sobrevive em meio aos restos culturais do algodoeiro durante a safra de soja se não for feita uma destruição de soqueira efetiva e não forem adotadas outras medidas recomendadas pela pesquisa durante a entressafra do algodão.
A programação do treinamento é aberta com uma palestra do fitopatologista Rafael Galbieri, que fala sobre manejo de doenças e nematoides na cultura do algodoeiro. Em seguida, o pesquisador Edson Junior apresenta as novidades sobre identificação, monitoramento, controle e resistência de plantas daninhas. O entomologista Jacob Netto aborda o tema lepidópteros, apresentando pragas e inimigos naturais na cultura do algodoeiro. Ele também inclui em sua apresentação o controle de pulgões e percevejos. Marcio de Souza tem focado sua palestra no controle do bicudo-do-algodoeiro e na atuação dos Grupos Técnicos do Algodão (GTAs) criados em diversas regiões de Mato Grosso.
Nesta quarta-feira, a equipe do IMAmt estará em Primavera do Leste, no Hotel Tezla (Rua Olivério Porta, 910) e a rodada de treinamento será encerrada amanhã (dia 23), em Campo Verde, no auditório da Acicave (Centro Empresarial de Campo Verde). Os treinamentos estão sendo realizados com apoio financeiro do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA).
Programação:
7h às 8h – Inscrição dos participantes
8h às 9h30m – Doenças e nematoides: Manejo de doenças e nematoides na cultura do algodoeiro – Rafael Galbieri – IMAmt
9h30m às 9h45m – Coffee Break no local do evento
9h45m às 11h15m – Plantas Daninhas: Identificação, monitoramento, controle e resistência – Edson Ricardo de Andrade Junior – IMAmt
11h15m às 12h30m – Almoço no local do evento
12h30m às 15h – Lepidópteros – Pragas e inimigos naturais na cultura do algodoeiro–
Controle de pulgões e percevejos – Jacob Crosariol Netto – IMAmt
15h às 15h15m – Coffee Break no local do evento
15h15m às 16h15m – Controle do bicudo-do-algodoeiro e Atuação dos GTAs – Marcio de Souza – IMAmt
16h15m às 17h – Entrega de certificados e encerramento.