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Walter Jorge fala sobre bicudo em Mato Grosso

A crescente pressão do bicudo-do-algodoeiro (Anthonomus grandis)  levou a Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa) e o Instituto Mato-grossense do Algodão (IMAmt) a promoverem esta semana uma rodada de reuniões com o pesquisador Walter Jorge dos Santos, do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar). Considerado um dos maiores especialistas em bicudo, Santos está se encontrando com produtores e gerentes técnicos de fazendas produtoras de algodão dos núcleos regionais Sul, Centro e Centro Leste, onde a ameaça do bicudo é maior, embora hoje a praga esteja presente em todas as regiões de cultivo do algodoeiro em Mato Grosso.

"O bicudo é considerado a maior praga do algodoeiro e já dizimou lavouras nas regiões Sudeste, Sul e Nordeste do Brasil, numa época em que Mato Grosso sequer sonhava ser o maior produtor de algodão do País", alerta Milton Garbugio, presidente da Ampa e do IMAmt, que produz algodão no município de Campo Verde (Núcleo Regional Centro).  Ele convoca produtores e seus colaboradores técnicos para participarem dos encontros com o pesquisador Walter Jorge dos Santos, que foram iniciados na terça-feira (29 de julho), em Rondonópolis,  e prosseguem em Campo Verde (quarta-feira) e Primavera do Leste (quinta-feira).

O bicudo-do-algodoeiro foi um dos principais temas do Dia de Campo realizado pelo IMAmt em junho passado e também foi abordado numa Nota Técnica assinada pelo pesquisador Miguel Soria e o assessor técnico regional Renato Tachinardi, com recomendações a serem seguidas para evitar que a praga se propague ainda mais, colocando em risco a produção do algodoeiro na safra 2014/15.  A vinda do pesquisador Walter Jorge dos Santos é mais um reforço na campanha contra o bicudo e tratará de medidas emergenciais de controle da praga, das ações a serem realizadas no final da safra corrente (2013/14) e também de ações a serem efetivadas durante o período de entressafra.  

"Todo cuidado é pouco em relação ao bicudo. Por isso, é muito importante que todos os produtores e seus colaboradores  se engajem no combate à praga seguindo as recomendações técnicas de manejo dos pesquisadores do IMAmt e de outras instituições de pesquisa", conclui Garbugio.  

O entomologista Miguel Soria acrescenta: "A redução da população da praga em uma região somente será eficiente se o combate for realizado em nível regional (por todos os produtores), já que o inseto tem a possibilidade de se dispersar de lavouras onde é mal manejado, para algodoais não infestados ou com baixa infestação, e para matas e capões (refúgios da praga) ao final da safra, aumentando a população e a problemática da praga safra após safra".

Ampa - Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão.